
Todos nos damos conta de que trabalho precário é, cada vez mais a regra. Estima-se que mais de 50% da população activa mundial é vítima desta situação. As «economias desenvolvidas» lançaram no desemprego 900 mil pessoas, em 2008. Os «países em desenvolvimento», 3 milhões e meio. Isto, logicamente, gera dificuldades, que geram dificuldades, que geram dificuldades… É isto a Economia, é isto a Globalização. Nos países ditos «em vias de desenvolvimento», prevê-se que, em 2009, 200 milhões de pessoas vivam com menos de 2 dólares por dia. No mundo inteiro, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê que cheguemos aos 1400 milhões de pessoas a viverem no limiar da pobreza. Falamos de 45% da força de trabalho mundial. Se as coisas continuarem assim, a OIT fez as contas, e chegou ao número provável de 30 milhões de pessoas que ficarão sem trabalho, durante este ano. Se as coisas piorarem, o número pode chegar aos 50 milhões.
É este cenário que vai, com certeza, servir de mote ao Fórum Económico Mundial, que se realiza em Davos, na Suíça. Numa altura em que os governos se vêem forçados a intervir nas economias, não será de estranhar o facto de o grosso dos participantes serem, precisamente, políticos. Noutras edições do Fórum, eram frequentes as festas e um certo «glamour», o caviar e as manifestações dos grupos anti-globalização. Os tempos de crise, precisamente o que servirá de mote aos debates, fazem com que tudo isso seja menor este ano. Estarão presentes cerca de 2500 participantes, vindos de 96 países, entre políticos, académicos e empresários.
Esta será, portanto, uma boa altura para se procurarem respostas para tudo isto que nos aflige. Será, talvez, uma boa altura para os políticos, também os portugueses, se aperceberem de que mais do que estarem preocupados com a salvação das empresas ou com o investimento público, será tempo de se preocuparem com os empregos. Criar e manter emprego estável e acentuar as preocupações sociais será um pensamento muito mais sustentável do que «remendar» situações que a Globalização e os seus frutos tornarão, a médio (se não a curto) prazo, inevitáveis.

Paulo de Tarso nasceu há cerca de 2000 anos. Nietzsche considerou-o o verdadeiro fundador do cristianismo. Saulo, que se converteu em Paulo, um dos homens mais cultos do seu tempo, passou de perseguidor dos cristãos a principal pregador. Tudo isto se desencadeou a partir da experiência do contacto com Jesus Cristo, que o fez levar a mensagem a todo o Mediterrâneo, a Atenas e Roma, onde morreu, como mártir, pela mão do Imperador Nero.
Há cerca de 60 anos, a Professora Teresa Macedo conseguiu um feito quase histórico: tornou-se na primeira mulher portuguesa com formação em direcção de orquestra. Hoje, outra mulher «dá cartas» nesta área: Joana Carneiro. A maestrina portuguesa conta já com um
Sejamos francos e honestos. Os nossos políticos são, no mínimo, medíocres. Numa altura em que a indústria já deu mostras de estar em dificuldades, com despedimentos, «lay-offs» e quebras na laboração, Mário Lino «esquece-se» de responder a uma proposta da «Airbus», um gigante da indústria aeronáutica. Na sequência de um negócio entre a «TAP» e a «Airbus», a empresa disponibiliza-se, em Setembro de 2008, a criar condições para que haja projectos cooperação com a indústria nacional. Todo este tempo depois, acaba por ser um deputado socialista (Ventura Leite) a escrever um relatório, no âmbito dos trabalhos da comissão parlamentar a que pertence, dando conta da oportunidade perdida. Mário Lino, o mesmo Ministro que chamou «deserto» à margem sul e que disse que o novo aeroporto, «em Alcochete, jamais!», o mesmo Ministro que adormeceu durante um discurso do Presidente da República, agora parece que se «esqueceu» de Portugal.
Hoje e amanhã, na Fundação Calouste Gulbenkian, fala-se sobre a importância da leitura. O repto é interessante: «leiam tudo o que puderem», escreve o «Público» de hoje. O importante é que se leia, para que passemos de meros leitores que o fazem para que a vida funcione (por exemplo, ler avisos que nos previnem de perigos ou nos informam de determinados condicionalismos), a leitores capazes de se embrenharem no fascinante mundo da literatura, capazes de se deixarem surpreender pelo potencial das palavras. O que me parece é que a literatura tem o fascinante dom de entrar pela nossa vida dentro em determinada altura, quase sempre por acaso, nos surpreende e marca. Para isso, basta que estejamos prontos para nos deixarmos surpreender e marcar.
Há cerca de dois anos, foi encontrado um manuscrito de Mozart, numa livraria em Nantes (França). Trata-se, concluiram os especialistas, de uma obra inédita do compositor. Essa mesma obra foi hoje executada pela primeira vez em público. Um excerto para violino, pelo que se
Verifiquei, ainda, que não fui o único a reparar na hesitação de Obama, durante o juramento. Segundo se diz, houve mesmo lugar à repetição do mesmo. Ferreira Fernandes, no «Diário de Notícias» de hoje também 
Este momento contrastou claramente com o seu
O mundo está a viver um estranho sentimento de que uma certa utopia é possível de concretizar. José Saramago, no seu
O jornal «Público» (mais concretamente o P2) publicou recentemente um texto interessantíssimo sobre a «Edge», um grupo mais ou menos informal de cientistas, pensadores, filósofos, artistas, intelectuais. Este grupo, basicamente, dedica-se a pensar e a discutir questões que possam contribuir para um maior esclarecimento da sociedade. Fazem parte da «Edge» algumas das mais brilhantes mentes nos vários domínios, que até ao final do ano 2008 lançaram diversos conttributos para a discussão em torno de uma questão central: «What will change everything? What game-changing scientific ideas and developments do you expect to live to see?» Algo do género: «O que é que mudaria tudo? Que ideias e desenvolvimentos da ciência espera viver para ver?»
O Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro está a promover aulas abertas das várias especialidades do curso de Música. De 17 a 24 de Janeiro, pode ficar a conhecer melhor o funcionamento do DeCA, a dinâmica pedagógica do Departamento e o trabalho desenvolvido pelos professores dos vários instrumentos/especialidades.
Haverá aulas de Violino, Viola, Violoncelo, Oboé, Clarinete, Saxofone, Trompa, Percussão, Guitarra, Piano, Órgão, Canto e Acordeão. Haverá também tempo para conhecer melhor as especialidades de Teoria e Formação Musical, Direcção, Composição e Musicologia. Pode encontrar mais informação na página do Departamento (que está ali ao lado, nos «links»), ou então
As aulas estarão a cargo dos respectivos mestres das especialidades, dos quais destacaria os que me são mais caros (claro): Vasco Negreiros (Teoria, Direcção e Formação Musical), António Salgado e Isabel Alcobia (Canto), Susana Sardo e Jorge Castro Ribeiro (Musicologia), Álvaro Teixeira Lopes, Fausto Neves e Pedro Burmester (Piano), Paulo Vaz de Carvalho e Pedro Rodrigues (Guitarra), António Vassalo Lourenço (Direcção), Mário Teixeira (Percussão), Domingos Peixoto e Edite Rocha (Órgão).