Hoje fui convidado para (mais um) casamento. Mas, apesar da designação, não foi mais um. Foi o casamento do Zé. Uma cerimónia simples, um convívio de gente simples, e com «rituais» nada complexos, aliás bem «descomplexos». E este foi o mote para que tentasse descobrir os porquês de algumas «tradições» nupciais, como o «casamento molhado é abençoado», e coisas assim. Numa pesquisa muito pouco apurada, verifiquei que é na tradição hindu que ficamos a saber que a chuva no dia do casamento é sinal de sorte. Fiquei ainda a saber que a utilização dos cereais (como o arroz, por exemplo) pretendem desejar saúde e sorte. Além disso, fiquei também a saber que as alianças são usadas no dedo anelar (pensei que tivesse a ver com o nome, mas parece que não), porque, alegadamente, os egípcios pensavam que uma veia do dedo estava directamente ligada ao coração. Pelo que se diz, a tradição do branco no vestido da noiva foi introduzina no ocidente pela Rainha Victoria, em 1840. Parece, ainda, que a despedida de solteiro é uma tradição espartana, que previa «festas desconcertantes» durante os últimos dias de «solteirice». Por último, diz-se que a noiva fica do lado esquerdo do noivo, durante a cerimónia, para que ele a proteja com a sua mão direita. As coisas que ficamos a saber…
18 de Setembro de 2009 – Os recibos verdes do Estado
Publica hoje o «Jornal de Notícias», em parangonas, que o Estado reduziu o peso dos recibos verdes na sua gestão de recursos humanos para 1%. Em quatro anos e meio, segundo números oficiais, o recurso a esta «forma de contratação» teve um decréscimo de cerca de 2000 trabalhadores. Para além deste decréscimo, diz o jornal que também nos contratos a termo houve cortes. Em três anos, Portugal passou de 7,5% de contratados pelo Estado para 5,6% (mais de 13 mil funcionários públicos contratados a menos). A notícia é dada de uma forma um tanto efusiva, mas deixa de fora o que parece ser a questão essencial. Para onde foi essa gente, que, aparentemente, era necessária ao Estado (caso contrário não contrataria estas pessoas), e que, de repente, desaparece de forma misteriosa, em favor de uma estatística?
17 de Setembro de 2009 – À conquista da Europa
O Benfica iniciou hoje a sua «caminhada europeia», numa altura em que se espera um rápido regresso aos grandes desafios internacionais. Para quem não pôde ver o jogo, como foi o meu caso, ficou, mais uma vez, um travo de amargura, porque parece que está a voltar a dar gosto seguir o Benfica. Para os adeptos de futebol sério e a sério, o espectáculo também conta, se calhar até mais do que o ganhar. Neste caso concreto, parece que temos tido a sorte, nós, a «nação benfiquista», de ter o dois em um. Esperemos poder também sonhar com um regresso em força às competições europeias, a bem do clube e do futebol português.
16 de Setembro de 2009 – Para o ano, Portugal vai ter 650 mil desempregados
Os números são da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), e são, no mínimo, preocupantes. Segundo esta organização, no fim de 2010, Portugal deverá ter 650 mil desempregados. Em relação aos números de 2007, estamos perante um acréscimo de 210 mil pessoas que, entretanto, perderam ou perderão o seu posto de trabalho, com tudo o que isso significa em termos de qualidade de vida. Nessa altura, em finais de 2010, a taxa de desemprego, segundo a OCDE, deverá rondar os 12%. Novamente por comparação a 2007, nestes anos verificaremos uma subida da taxa de desemprego praticamente na ordem dos 48%. Por outras palavras, em cerca de três anos o número de desempregados duplica, fazendo, em muitos casos, aumentar a despesa do Estado com subsídios e, mais grave, a precaridade das vidas de milhares de pessoas que nem às ajudas do Estado podem aceder, como no caso dos «escravos modernos» dos recibos verdes, ou os recém-licenciados à procura do primeiro emprego. Mas disto, parece que não é muito importante falar-se em política.
15 de Setembro de 2009 – Brincamos ou colamos cartazes?
O período de campanha é, por excelência, o período em que mal corre se não se penduram os candidatos nos cartazes. Ora, uma equipa de três «bloggers» resolveu ir fazendo uma análise, a par e passo, dos vários cartazes que vão sendo pendurados e em que vão sendo pendurados os diversos candidatos autárquicos, bem como os que têm sido feitos a nível nacional, maioritariamente para as Legislativas. O «Imagens de Campanha 2009» também inclui nas suas análises uma apreciação sobre os cartazes que se fizeram por Arouca. É provável que muito mais houvesse a dizer, mas, para começar o debate, talvez não esteja mal.
14 de Setembro de 2009 – Turismo: o perigo de estarmos a pensar em contra-ciclo
Pelo que noticia o «Público», a actividade turística está em contracção, precisamente numa altura em que Arouca pretende afirmar-se como destino turístico. A nível nacional, em relação ao ano passado, o decréscimo do lucro decorrente da actividade turística ultrapassa os 8%, tendo o número de dormidas descido cerca de 5%. A boa notícia é que o contributo dos residentes aumentou mais de 6%, contrariando o dos não residentes, que desceu 10%. Em termos de dormidas e demais serviços, as receitas dos hoteleiros desceram cerca de 11%.
Lidos e analisados, ainda que superficialmente, estes dados, temos de concordar que corremos o risco de estarmos a pensar em contra-ciclo. Temos ouvido falar bastante sobre turismo, em termos potenciais, mas não ouvimos ainda uma ideia estruturada ou uma estratégia delineada de forma clara e inequívoca. Se a estratégia passa por investirmos na atracção de residentes, pelos dados que lemos, menos mal. Mas se, realmente, estamos a «pensar a coisa» de uma forma mais vasta, se calhar é melhor termos alguma prudência. Sob pena de estarmos apenas fiados num «sound byte», que, como a espuma, rapidamente desaparece, deixando-nos exactamente no ponto em que estávamos.
13 de Setembro de 2009 – Viva o «Benfas»!
Devido aos afazeres «bandísticos», não foi possível a um bom número de bons benfiquistas assistirem ao jogo com o Belenenses. Mas, segundo o que se pôde ver, ouvir e ler, o «Glorioso» continuou a espalhar magia pelos relvados. Não me tem sido possível ver muito, mas, do que tenho visto, tenho gostado. O Benfica, por princípio, tem de ser assim. Uma equipa temível, que chega, joga bem, marca (muito ou pouco) e ganha (quase sempre, esperamos). Seja graças a Jesus, ou a Deus, ou a outra eventualidade qualquer, o importante é que a «máquina» tem funcionado. E, para os benfiquistas, isso é o mais importante. E se tudo se disputar da forma mais transparente possível, poderemos aspirar a um lugar cimeiro no campeonato, ou mesmo ao Título. A ver vamos.
«O início do voo das águias ficou registado por um momento mágico e eterno. Saviola recebeu a bola antes do meio-campo. Progrediu de forma célere e com a subtileza dos predestinados. Evitou quem lhe surgiu pela frente – três ou quatro adversários – e marcou, já depois de Nélson defender o primeiro remate. Uma imagem de puro talento, protegida pela sorte – ganhou um ressalto -, habitual defensora dos audazes».
(Luís Antunes – JN)
12 de Setembro de 2009 – Sócrates e Manuela Ferreira Leite; políticos e políticas
O principal problema dos políticos portugueses é falarem e agirem muito pouco sobre as políticas, passando o tempo a agirem e, em última análise, a estarem ao serviço de quem os elege não como representantes dos legítimos interesses e anseios dos eleitores, mas antes como isso mesmo: políticos. Faz falta dar-se o passo seguinte, após as eleições, que é o de se colocarem «ao serviço do povo», porque foi para isso que, de facto, foram eleitos, e não para alimentarem «guerrinhas pseudo-ideológicas» ou tricas de índole partidária. O debate tão aguardado, e que eu não pude ver em directo, ajudou a esta ideia. Falou-se da economia, do TGV e até de Espanha. Mas esqueceu-se o tão querido «Portugal profundo», esse onde ainda não há saneamento básico, ou água potável, ou electricidade em algumas casas, ou estradas e caminhos decentes e urgentemente necessários. É que é «esse povo» que vai votar, e não apenas os «privilegiados» das Áreas Metropolitanas ou da faixa costeira do país. Bem sabemos que é importante debater grandes questões nacionais, mas também não se deve esquecer aquilo que é fundamental para o dia-a-dia básico do cidadão. De que nos servem grandes discussões sobre o nosso cosmopolitismo ou a nossa convergência, quando, à nossa porta, continuamos como há 10 ou há 20 anos atrás? Assim, o grande desafio é que passemos a discutir e a agir verdadeiramente sobre as políticas, mais do que sobre os políticos. Para que a chamada «arte política» seja o que, na sua essência, os gregos queriam que fosse: a disponibilidade para se trabalhar em prol do colectivo, da pólis, o verdadeiro exercício da cidadania, e não uma espécie de cena de «tragicomédias de folhetim», em que nem nos entretemos, nem fazemos o que devemos.
11 de Setembro de 2009 – Um novo MFA, com olhares contemporâneos
A partir de hoje, está oficializado o novo «MFA». O Movimento Fotográfico de Arouca já existe, apesar de, devido à «Associação na Hora», ter apenso o nome que teve de ser o oficial: «Olhares Contemporâneos». Nomenclaturas à parte, na senda do que já vinha sendo feito, os responsáveis por este Movimento (cerca de duas dezenas de pessoas que têm gosto pela fotografia) estão já a colocar mãos à obra para se apresentarem «a todo o gás» durante a Feira das Colheitas. O convite, por agora, é para que esteja atento, porque pode ser surpreendido por aí, ou mesmo vir fazer parte desta nova «revolução», agora com «olhares contemporâneos», e muitas imagens. Como se dizia no reclame da «Kodak»: «para mais tarde recordar».
10 de Setembro de 2009 – A caminho dos 30
Hoje inicio a minha caminhada pela «recta final», até aos 30. Ainda são só 29, mas à velocidade com que o tempo passa, eles não tardam aí. Normalmente, é um dia como os outros, mas há sempre momentos especiais, em que se lembram de nós, em que amigos com quem não falamos há algum tempo regressam, em que partilhamos momentos mais especiais com pessoas mais especiais. O dia promete, assim, ser cheio. E eu espero aproveitar cada hora dele, como dos demais, até aos 30. Para, depois, começar tudo outra vez.