A conversa surgiu devido a uma notícia da «Lusa», que o Expresso publicou no seu «site». Os «CTT» estão, desde Outubro de 2008, a proceder a uma acção de renovação dos marcos e caixas de correio, na tentativa de os tornar mais seguros e de diminuir os crescentes actos de vandalismo que têm sofrido. No total, existem no país 17 449 marcos e 3 226 postos de selos, e o número de queixas apresentadas por actos de vandalismo contra estes equipamentos tem aumentado quase exponencialmente.
Mas, voltando atrás, a conversa surgiu, porque o meu conhecimento acerca da importância destes equipamentos no contexto do espaço urbano actual não é muito profundo. A comparação feita foi curiosa, e não deixa de ser verdadeira. Durante muito tempo, os marcos do correio foram verdadeiros «espaços internet» da época, e são, hoje, fragmentos da nossa história e da nossa identidade, que devem ser preservados, como tudo o que faz parte dessa memória. Até porque, na maioria dos casos, são bastante bonitos e estão colocados em locais mais ou menos nobres.
Por incrível que pareça, não consegui encontrar grande informação sobre isto nos «sites» dos «CTT» e da Fundação Portuguesa das Comunicações. Todavia, o «Royal Mail», através da sua extensão museológica, o «British Postal Museum & Archive», dá-nos informação mais do que suficiente. Segundo este museu, o sistema de correios terá surgido após o declínio do sistema de mensageiros introduzido pelos romanos. A partir daí, um pouco por toda a Europa, estes serviços foram crescendo, maioritariamente a partir do século XVII.
No caso concreto dos marcos do correio, começaram a ser introduzidos no espaço urbano em meados do século XIX, como resposta à dificuldade em aceder às estações de correio (quer porque eram poucas, quer porque não eram acessíveis com facilidade a todos). Hoje, estes «espaços internet» de outros tempos, vão ser objecto de reformulação. Ainda bem.
A notícia pode ler-se no «Público». Há um assessor da Câmara Municipal de Lisboa, mais concretamente o «braço-direito» do vereador das Finanças e Património (talvez a área mais sensível de uma Câmara Municipal), que acumula funções em várias entidades, sem a devida autorização para o efeito. Apesar de ter ganho a confiança de sucessivos executivos camarários, tanto do PS como do PSD, e sendo reconhecido como um homem de enorme competência e capacidade de trabalho, a sua situação levanta, no mínimo, algumas interrogações. Segundo se lê na
Bem sei que, provavelmente, não trabalho tanto quanto devo, que se calhar não estudei nem estudo tanto quanto devo, e que, às tantas, de tão mauzinho que sou, tenho exactamente o que mereço. Mas quando lemos notícias como a que o «Diário de Notícias» publica hoje, acerca das regalias de que Jardim Gonçalves beneficia, enquanto ex-presidente do Conselho de Administração do «BCP», ficamos a pensar em como as coisas poderiam ser mais distribuídas.
Nunca privámos. Raramente falámos. Mas sabíamos, ambos, que nos unia uma mútua e sentida admiração. A «Mafaldinha», figura frágil e discreta, mas de uma força e de uma acção em favor do próximo quase ilimitadas, deixou-nos, aos 86 anos. Deixou-nos, deixando o seu exemplo, a sua acção em favor de muitos. Discretamente, sem alarido, mas agindo. Educando. Abdicando de si mesma, em favor do próximo. Proporcionando educação, alimentação, casa, mas sobretudo uma família a muitas crianças que, de outra forma, dificilmente a teriam. Por tudo isso, pelo que ela significou e significa, apesar de a uma certa distância, fica um sentido adeus, na certeza de que o seu exemplo, a sua memória permanecerá por muitos e bons anos. Até que nos reencontremos, para que continue a ensinar-nos a aniquilarmo-nos a nós mesmos, em favor dos que mais necessitem. Sem grande alarido, mas com acção efectiva.
Quanto mais não seja, a morte de alguém «bate contra nós», e faz-nos lembrar de que é esse um dos destinos mais comuns que temos. Esta noite (final de tarde na Califórnia), morreu Michael Jackson. Morreu, no sentido em que já não vamos poder saber do que seria capaz, numa altura em que se preparava para regressar aos palcos. Morreu, no sentido em que já não vamos poder saber do que seria capaz daqui em diante. A «vantagem» dos artistas é deixarem fragmentos da sua passagem por aqui. E a vantagem de Jackson é ter emergido ao mesmo tempo que os «media», e muito concretamente os ligados à «Pop», e de ter o condão de quase se confundir com eles.
Quando se coloca sequer a possibilidade de uma empresa estratégica, em que o Estado tem «golden share» (500 acções que dão um poder decisivo), comprar um canal televisivo, que (por acaso) se diz que tem feito uma «campanha negra» contra o Governo e o Primeiro-Ministro, é duvidoso pensar-se que o Estado não saiba de nada, como afirma. O mesmo Primeiro-Ministro que, enquanto líder da oposição, dizia temer o excessivo controle dos «media» por parte da PT, aquando do negócio «Lusomundo», agora quase «fecha os olhos» a um regresso a esse controlo, com a «nuance» de, desta forma, directa ou indirectamente, o Estado poder ficar a controlar três em quatro canais televisivos de sinal aberto, e dois em três canais de informação no cabo, sem falarmos no resto. Ou será apenas uma estratégia de «silenciamento»? A tudo isto, o Estado, o Governo responde com o silêncio cada vez mais cúmplice, atacando com argumentos um tanto falaciosos. A primeira a «tocar no assunto» foi a dr.ª Manuela Ferreira Leite, dizendo que não acreditava, que seria impossível que o Governo não soubesse de nada. Logo houve o recurso a respostas inflamadas, clamando «mentira», atacando a falta de propostas. No meio deste «jogo de palavras, há excertos interessantes.
Segundo a revista «Nature», foi descoberto o mais antigo instrumento musical do mundo, algures na Alemanha. A descoberta terá cerca de um ano, mas, passado este tempo de estudo, verificou-se que pode condicionar bastante algumas ideias acerca da importância da música no contexto do Paleolítico Superior. A «flauta» encontrada foi fabricada em osso de asa de grifo, um animal semelhante ao abutre, e terá mais de 35 mil anos (apenas existiam referências de há 30 mil anos). De entre outros achados, entre os quais outros instrumentos musicais, esta pequena «flauta» (se assim lhe podemos chamar) volta a transportar-nos para as origens, e a verificarmos o quanto a música foi, é e será importante para o desenvolvimento dos povos e para o equilíbrio dos homens.
Não me agrada muito a ideia de ter um «blogue» que apenas faz «colagem» de textos de outros, sem mais nem menos. Mas, deparando-me com esta página, foi impossível ficar-lhe indiferente ou sequer pensar em «amputá-la». Ela merece ser lida na íntegra, meditada, relida, guardada como preciosidade. Trata-se de uma definição de «Música» que Fryderyk Chopin escreveu no seu «Esquisses pour un méthode de Piano», um método em que trabalhou, mas que não é muito conhecido, pelo que se sabe. Tal como a sua música, a definição é sublime.
Era já um pouco tarde quando a TSF deu a notícia de que havia sido descoberto um paraíso, até agora desconhecido, algures em Moçambique. Trata-se, ao que tudo indica, de uma vasta área de floresta, onde, até hoje, nenhum cientista terá estado, e que alberga uma considerável quantidade de espécies ainda desconhecidas. A descoberta da Montanha Mabu foi feita por cientistas britânicos, do Instituto Darwin, com recurso ao famoso «Google Earth», ao pesquisarem por montanhas acima dos 1500 metros. A notícia completa pode ser lida/ouvida
Quando aceitei o convite, não fazia ideia do imenso gosto que iria ter em ir fazer música a Albergaria da Serra, esta manhã. Contrariamente ao que seria de se esperar, o acolhimento foi absolutamente fantástico, fazendo lembrar um enorme par de braços abertos. Foi bom rever amigos, ver que a vida aqui também floresce, sentir o carinho desta gente, rude na aparência de um trabalho árduo, mas suave no trato, no sorriso de quem tem verdadeiramente gosto em que estejamos ali. Havemos de voltar.