Há quem considere que foi a vitória do «futebol positivo». É uma visão possível, mas, para quem esteve no estádio, atrás da baliza, houve momentos de sofrimento. O Benfica começou bem, trocando a bola com alguma classe, mas o Beira-Mar demonstrou por que razão é uma das defesas menos batidas da Europa. Foi interessante voltar a sentir que qualquer estádio do país pode ser «tão benfiquista» como o Estádio da Luz, mas era bom que o jogo tivesse corrido de outra forma. O saldo, no final, acabou por ser positivo. Pudemos gritar «golo» pelo menos uma vez.
21 de Outubro de 2011 – Parabéns, Quim
Nem de propósito, à sexta-feira, dia em que o Quim costuma dizer «hoje é dia», festejamos os seus 46 anos. Quase meio século. Arouca habituou-se ao Quim, todos nós nos habituámos ao Quim. Às novidades sempre frescas, mesmo que seja preciso esforçarmo-nos para as compreendermos (o que também faz parte do encanto de conviver com ele). Aos jornais, com as notícias sempre actualizadas. Aos números do «totoloto». Aos eventos a acontecerem nos dias próximos. É uma honra ser amigo do Quim. Sentir a presença de alguém que acompanhou e fez parte da história destes cerca de 50 anos. Que aparece, frequentemente, ao lado dos rostos importantes que por cá foram passando, todos eles seus «amigos de abraço». O Quim é meu amigo. Falamos todos os dias. Vejo-o como elemento fundamental da paisagem de Arouca, das ruas, dos cafés, dos eventos e das celebrações comunitárias. Um dia, porque assim tem de ser, o Quim vai deixar de estar connosco. E nesse dia já não poderemos reconhecer que foi uma longa e recheada vida, a que viveu. Que soube demonstrar-nos o sentido da amizade, da comunidade, do bom humor, da sua marotice. Por isso, parabéns, Quim. Um abraço.
20 de Outubro de 2011 – Impostos e cultura
Um dos sectores que também vai sofrer com o aumento do IVA é o da cultura, especialmente os espectáculos, que, antes, estavam taxados a 6%, e passam, agora, para 23%. É um aumento significativo, num tipo de «bem» ou de «indústria» em que as contas de «deve e haver» não se conseguem fazer de forma tão directa e linear como em outros casos. Noticia hoje a agência «Lusa» que foi hoje formalizada uma comissão de representantes do sector para apresentar ao Governos propostas alternativas a este aumento do imposto, plataforma essa que congrega pessoas ligadas às artes, figuras públicas, empresas do sector, associações, a Sociedade Portuguesa de Autores, etc. A constituição de uma comissão faz lembrar aquelas movimentações políticas, altamente burocráticas, e sem grande resultado prático. Esperemos, sinceramente, que este não seja um caso desses.
19 de Outubro de 2011 – Os deputados portugueses
Hoje surgiram dois retratos tirados quase a papel químico, como se costuma dizer. Cá pelo burgo, os nossos ditos dignos representantes parlamentares ainda ponderam discutir se vale ou não a pena ouvir e questionar o ex-Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, o ex-Secretário de Estado das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos (sublinhe-se que este digno servidor da Nação é, actualmente, deputado) e o presidente do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias, Alberto Moreno. Em causa estão prejuízos de largos milhões de euros, que todos nós estamos a pagar, resultantes das negociatas e «renegociatas» com as concessionárias das famigeradas «SCUT». Mas ainda vão discutir se vão decidir se vão ouvir esta gente ou não. E isto leva-nos a olhar outro retrato, o tal a papel químico. Rachida Dati, ex-Ministra da Justiça em França, é deputada no Parlamento Europeu, e não hesitou em traçar um retrato alegre e a cores vivas dos nossos eurodeputados. Enquanto discursava, na cerimónia de inauguração do novo centro cultural da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, Dati não podia ter traçado melhor o que é necessário para se ter um bom perfil de deputado. Ser «bon vivant», rir, beber, comer, brincar. Eis o verdadeiro deputado «tuga».
«Adoro os meus colegas deputados europeus portugueses, são ‘bon vivants’, não há nenhuma reunião em que não brinquem, riam, bebam, comam e ouçam música».
Rachida Dati, eurodeputada, durante a inauguração do centro cultural da Gulbenkian, em Paris)
18 de Outubro de 2011 – Cartas a um jovem político
É curioso que a segunda parte do título deste livro seja mais incitadora do que a parte das letras grandes. O livro chama-se, «ao todo», «Cartas a um jovem político: Para construir um país melhor», e é da autoria daquele que muitos consideram o melhor Presidente da República do Brasil. Fernando Henrique Cardoso apresenta-nos um livro em que não foge aos seus erros nem às lições que deles retirou, durante a sua vida política, mas também não deixa de incentivar a reflexão e a visão abrangente das coisas, convida à defesa das convicções, mas, acima de tudo, enaltece a importância dos valores e da conduta. Não são só cartas a um jovem político, são, acima de tudo, cartas a um jovem que queira ser profissional no trabalho que quiser desenvolver em prol da sociedade em que vive, seja na política ou a apertar parafusos.
«Nestas cartas procurei dividir com o leitor, especialmente os mais jovens, experiências que vivi em meus vinte e sete anos de política, lições que aprendi dentro e fora do governo e conhecimentos que fui adquirindo ao longo da vida.»
(Fernando Henrique Cardoso, «Cartas a um jovem político: Para construir um país melhor»)
17 de Outubro de 2011 – Os (maus) argumentos do PS
Não é preciso ser-se «expert» em política nem em «politiquês», nem tão pouco dominar as artes da oratória, para se perceber que os argumentos que João Ribeiro, porta-voz do Partido Socialista, apresentou hoje funcionaram exactamente ao contrário do que seria previsto. O socialista só consegue ter um argumento minimamente válido em quatro tentativas. E, ainda assim, o argumento final é bastante fraco. Isto, para um porta-voz, é manifestamente mau. Ribeiro começou mal, porque afirmou imediatamente que este orçamento não é do PS. É um facto. Não é do PS, porque o PS não ganhou as eleições. E o PS não ganhou as eleições, porque é o principal responsável por uma década negra de despesismo e ficção, em actos políticos estudados e construídos à medida dos «media», escondendo um despesismo descontrolado. Também não é do PS, porque, até este momento, não houve nenhuma proposta sólida de que os socialistas se possam orgulhar, para melhorar o documento. Diz ainda o PS, pelo verbo de João Ribeiro, que estão a ser violadas promessas eleitorais. Este conceito de violação de promessas eleitorais é salutar, precisamente porque mostra a verdade aos portugueses. De que nos valem as promessas eleitorais se os bolsos estão vazios? Preferíamos continuar a acreditar que tudo está bem, quando, de facto, estamos na penúria? A realidade está bem em frente a nós, e diz-nos claramente que esqueçamos as promessas eleitorais. Agora, é preciso salvar Portugal. Este orçamento vai além do que nos foi imposto pela «troika», diz ainda o rosto das palavras do PS. E ainda bem que assim é. Porque, se assim for, mais rapidamente poderemos entrar na rota do cumprimento, e pagaremos a quem devemos, a quem injectou dinheiro na nossa economia, para que não estivéssemos com as contas a zero dentro de meses, evitando, assim, a paragem e a falência da nossa economia. Entrando nessa rota de cumprimento, mais facilmente poderemos renegociar as condições de pagamento dessas dívidas, e talvez desafogar um pouco os nossos encargos com tudo isto. Termina Ribeiro, com uma última tentativa de argumento digno, mas, ainda assim, falha. Este orçamento empurra o país para uma recessão crónica. Mais uma vez o argumento é falacioso. Não é este orçamento que empurra o país para uma recessão crónica, ele é apenas a consequência da má gestão socialista, que, essa sim, empurrou o país para a situação de ter de aprovar, desesperadamente, um orçamento destes. Se João Ribeiro continuar a argumentar assim, «vai vir» muita gente dizer-lhe que este projecto não resulta, mesmo que o porta-voz esteja «concentradíssimo».
«Este orçamento não é do PS (…), viola promessas eleitorais (…), vai muito além do que a ‘troika’ impõe (…) e empurra o país para uma recessão crónica».
(João Ribeiro, porta-voz do PS, em declarações aos jornalistas)
16 de Outubro de 2011 – «Identidade secreta»
http://www.youtube.com/watch?v=e5k7ECYZ-ds
Ninguém sabe a verdade toda. Nem mesmo sobre si. Como quando os sonhos nos atormentam e interrogam, porque, sem o sabermos, às vezes sonhamos o que vivemos , e nem sempre vivemos o que sonhamos. Procuramos, sempre, a nossa identidade, o que nos faz assim, de onde viemos, para tentar perceber minimamente para onde vamos. E às vezes vivemos a vida de outros, como Steve Jobs dizia. «Abduction» deu origem ao título «Identidade secreta», uma história que envolve o mistério, o secretismo próprio dos meandros dos serviços secretos, e alguma aventura à mistura. Uma história contada da frente para trás, à velocidade de um filme de acção, que não deixa de nos colocar algumas interrogações sobre que, de facto, somos. Uma pergunta a que nem sempre conseguimos responder.
15 de Outubro de 2011 – Joel Xavier, em Oliveira de Azeméis
«Azeméis é vida», é a mensagem que a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis tem procurado transmitir. É vida, e convida. Pelo menos hoje convidou. Joel Xavier tocou no Cine-teatro «Caracas», e nós estivemos lá. Num concerto intenso, com uma força enorme, desde o primeiro ao último tema. E quando se pensava que talvez não houvesse lugar para mais energia, depressa nos enganávamos, porque parecia que a música ia ficando cada vez mais intensa, mais enérgica, mais viva. Joel Xavier é um músico absolutamente único. Portugal, por vezes, parece esquecer-se que tem um dos melhores guitarristas do mundo. Isto é um facto. Mas nós não fazemos ideia. Andamos demasiado preocupados com a crise, porque tem de ser. Hoje parou tudo, durante aquelas duas horas absolutamente loucas. E ainda bem.
14 de Outubro de 2011 – «Quem foram os malandros que fizeram isto ao meu país?»
António Lobo Antunes abriu a porta de sua casa aos portugueses, hoje. E com a porta aberta, abriu também a porta de si mesmo. E falou de si, dos seus livros, dos livros de outros, da vida, da sociedade, da cultura, do povo, de Portugal. Houve muitas frases profundas, de livros, suas, de circunstância. E uma das que mais marcaram, e que muito bem podia tornar-se no título e no texto de um livro. «Quem foram os malandros que fizeram isto ao meu país?» A vida, quando vivida com profundidade, traz-nos interrogações, mas também certezas. E são essas, umas e outras, que definem, frequentemente, os artistas. Sobretudo as frases. Algumas frases. Que, juntas, fazem ideias. E afirmações. E livros.
13 de Outubro de 2011 – Julgue-se os políticos. Todos.
O povo português tem, hoje, a possibilidade de pensar de forma inteligente, ou de manifestar, mais uma vez, a sua tacanhez. Ou quer acreditar que isto que vivemos é fruto de 120 dias de Governo, e embarcar no imediatismo de querer tudo para ontem só porque sim. Ou pensa mais além, e reflecte sobre o que foi acontecendo nos últimos 10 anos de Governo, e analisa os negócios ruinosos que o Estado em quem diz ter confiado foi fazendo, e avalia as (in)verdades que os políticos lhe foram dizendo. E, em Arouca, basta pensarmos no que nos fizeram, em relação à Via Estruturante. Dois rostos bastam: José Sócrates e Paulo Campos. É lícito pensar-se que não temos sempre de nos resignar ao «tem de ser», mas também temos a certeza de que não pode continuar a ser assim. Não se pode continuar a desbaratar, sabendo que não se tem. Não se pode continuar a viver com falsas esperanças e falsas realidades, quando o mundo lá fora nos mostra bem como vão as coisas por aí. Até poderíamos pedir contas a quem nos governa há 120 dias, especialmente ao Álvaro, o «desaparecido». Mas temos, forçosamente, de ir mais longe. Temos de pedir responsabilidades a quem deixa ao lixo milhões de euros que são nossos. E esses rostos são conhecidos. Veja-se o nível de vida dos políticos antes e depois de passarem pelos Governos. Há dossiês em cima da mesa do Procurador-Geral da República, com tudo explicado. Exija-se justiça. Ou então, mais vale a pena passarmos a ter uma estrutura política só com dois poderes. E o terceiro pode muito bem passar a ser a anarquia.
«Não preciso de vos dizer que vivemos momentos da maior gravidade. Todos os Portugueses estão a sentir nas suas vidas os efeitos de um terrível estrangulamento financeiro da nossa economia. O Estado depende em absoluto da assistência externa para cumprir as suas funções básicas, desde o pagamento de salários a enfermeiros, professores ou polícias, até à realização das mais variadas prestações sociais».
«Quando tomei posse sensivelmente a meio do ano, eu esperava que metade desse orçamento tivesse sido devidamente executado. Porém, tal como foi recentemente mostrado pelo INE, nesses primeiros meses que antecederam a minha posse no Governo, 70 por cento do défice permitido para a totalidade do ano fora já esgotado».
«É preciso que os Portugueses compreendam todos os contornos da situação actual. No passado, habituámo-nos a tolerar as derrapagens orçamentais.
«O ajustamento terá de ser muito profundo. Isso implica um esforço adicional aos objectivos já exigentes a que estávamos comprometidos para 2012. E significa que neste orçamento que será apresentado aos Portugueses nos próximos dias teremos de fazer um esforço redobrado de consolidação. Para atingir o mesmo resultado de contas públicas a que nos obrigámos externamente temos agora de fazer mais do que estava inicialmente previsto».
«Perante as actuais dificuldades, é compreensível que cresça a tentação de abandonarmos o caminho que foi traçado até agora. Mas por essa razão é imprescindível que estejamos bem conscientes dos terríveis perigos que tal opção necessariamente materializaria. Se nos víssemos privados da assistência externa, e sem a possibilidade de nos financiarmos no exterior, teríamos de enfrentar o imediato encerramento de muitas actividades do Estado, o não pagamento de salários, incumprimentos em cadeia pela economia que conduziriam a falências em massa, o prolongamento indefinido da nossa falta de competitividade, a incapacidade instantânea de importar bens que neste momento são absolutamente necessários para o nosso modo de vida, como os alimentos e os medicamentos».
«Permitam-me que vos explique agora com mais algum detalhe a nossa rejeição de ambos os riscos. Para contrariar o risco da deterioração económica, incluindo uma contracção profunda e prolongada do nosso produto e do nosso tecido empresarial, o Governo decidiu permitir a expansão do horário de trabalho no sector privado em meia hora por dia durante os próximos dois anos, e ajustar o calendário dos feriados.
Estas medidas respondem directamente à necessidade de recuperar a competitividade da nossa economia e evitam o desemprego exponencial que a degradação da situação das nossas empresas produziria. Este é o modo mais eficaz e mais seguro de operar um efeito de competitividade. Substitui a descida da TSU, que requer condições orçamentais particulares que neste momento o País não reúne».«Se nos víssemos privados dessa assistência, e sem a possibilidade de nos financiarmos no exterior, o Estado seria forçado, em desespero, a proceder a medidas intoleráveis como os despedimentos indiscriminados de funcionários públicos ou medidas comparáveis, o que de resto já sucedeu noutros países da zona euro».
«É a pensar na conjugação das necessidades financeiras com a prioridade do emprego que o orçamento para 2012 prevê a eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os vencimentos dos funcionários da Administração Pública e das Empresas Públicas acima de 1000 euros por mês. Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os 1000 euros serão sujeitos a uma taxa de redução progressiva, que corresponderá em média a um só destes subsídios. Como explicaremos em breve aos partidos políticos, aos sindicatos e aos parceiros sociais, esta medida é temporária e vigorará apenas durante a vigência do Programa de Assistência Económica e Financeira».
«No orçamento para 2012 haverá cortes muito substanciais nos sectores da Saúde e da Educação. Neste aspecto, fomos até onde pudemos ir – no combate ao desperdício, nos ganhos de eficiência. Não podemos ir mais longe nestes cortes sem pôr em causa a qualidade dos serviços públicos, sem pôr em causa o acesso dos cidadãos a estes serviços. E isso não faremos».
«Uma vez mais de acordo com o Memorando de Entendimento, serão eliminadas as deduções fiscais em sede de IRS para os dois escalões mais elevados, e os restantes verão reduzidos os limites existentes. Mas serão salvaguardadas majorações por cada filho do agregado familiar. E. ao contrário do que estava previsto no Programa de Assistência, acautelaremos a fiscalidade das Instituições Públicas de Solidariedade Social e isentaremos de tributação em sede de IRS a maioria das prestações sociais, como, por exemplo, o subsídio de desemprego, de doença ou de maternidade. No caso do IVA, teremos de obter mais receitas do que o que estava desenhado no Memorando de Entendimento. Para este efeito, o orçamento para 2012 reduz consideravelmente o âmbito de bens da taxa intermédia do IVA, embora assegure a sua manutenção para um conjunto limitado de bens cruciais para sectores de produção nacional, como a vinicultura, a agricultura e as pescas. Como garantia aos Portugueses, não haverá alterações na taxa normal do IVA e mantemos os bens essenciais na taxa reduzida, com a preocupação de proteger os mais vulneráveis».
«Como sabem, a redução das pensões de reforma era uma medida prevista no Memorando de Entendimento. Tal como para os salários da Administração Pública e das Empresas Públicas, teremos de eliminar os subsídios de férias e de Natal para quem tem pensões superiores a 1000 euros por mês. As pensões abaixo deste valor e acima do salário mínimo sofrerão em média a eliminação de um só destes subsídios».
«Nunca nos deveríamos ter permitido chegar a este ponto. Quando fui eleito Primeiro-Ministro nunca pensei que tivesse de anunciar ao País medidas tão severas e tão difíceis de aceitar. Sei muito bem que a obediência ao meu dever e a necessidade da tomada destas decisões não as tornam menos custosas, nem aligeiram os sacrifícios. Compreendo muito bem a frustração de todos os Portugueses que olham para trás, para estes últimos anos, e se perguntam como foi possível acumular tantos erros e somar tantos excessos. Tivemos tantas oportunidades para inverter o rumo e limitámo-nos a encolher os ombros».
«Num momento como aquele que estamos a viver é ainda mais importante que façamos escolhas consequentes e resolutas: para reparar as escolhas do passado de muitos anos que nos conduziram até ao difícil estado actual de coisas; para enfrentar os graves problemas do presente; e para preparar um futuro mais livre, com mais escolhas e com novos horizontes».
«No nosso País existe como sabemos um coro de vozes sempre pronto a dizer que não seremos capazes, que os obstáculos são demasiado grandes, que a resignação é o melhor caminho, ou que outros devem ser chamados a resolver os nossos problemas. Muitas vezes no passado foram estas vozes que impediram qualquer esforço sério de renovação das nossas capacidades».
(Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro, em declarações ao país)



