Quando não dominamos totalmente a matéria que abordamos, e quando as interrogações nos deixam demasiados espaços vazios, por explicar, a discussão torna-se complicada. Contudo, há espaço para o debate. A notícia vem no jornal «I» de hoje, e diz que Stephen Hawking, conhecido astrofísico, voltou atrás com a sua teoria de que terá havido uma altura, uma conjugação de factores que terá dado origem ao «Big Bang», onde Deus poderia ter estado. Publicou esta sua teoria em 1998, e, agora, desmente-a, afirmando que a possibilidade de existirem outros planetas, em outros universos, abre a perspectiva de que o facto de estarmos aqui é uma simples e lógica questão física. Sublinho a palavra «possibilidade». Tudo para nós é uma possibilidade. Como o acaso, a coincidência, a lógica afectiva de cada vida, o percurso de maturidade. Há sempre alguém ou algo que faz com que tudo se conjugue. Uma espécie de cimento, que une as coisas. Eu acredito que seja Deus. Hawking, que também acreditava, acha que não. Mas eu acho, um bocadinho, que ele não tem razão.

«Stephen Hawking afirma que o Big Bang – a grande explosão que originou o mundo – terá sido uma consequência inevitável das leis da física, o que contradiz a teoria que o cientista tinha defendido no passado, no livro “Uma Breve História do Tempo”, publicado em 1998 e rapidamente transformado num êxito de vendas».

«No novo livro, intitulado “O Grande Desígnio” e que estará à venda a partir de 09 de setembro, precisamente uma semana antes da visita do papa Bento XVI à Grã-Bretanha, o astrofísico sustenta que a ciência moderna não deixa lugar à existência de um Deus criador do Universo».

(in Jornal «I»)

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Regressa o bulício do trabalho, a rotina diária, os afazeres normais. E há um rastilho de pólvora que arde, em Moçambique. Regressa a irritação, o nervosismo, a pouca vontade de dar resposta rápida a desafios que não queremos ultrapassar. E há um rastilho de pólvora que arde, em Moçambique. Voltamos a ter horários, agenda, compromissos. E há um rastilho de pólvora que arde, em Moçambique. Há um povo que não consegue mais conter-se no espartilho da crise económica, que luta contra a subida exagerada de preços dos bens essenciais, contra a degradação da qualidade de vida. Há uma polícia que tenta estender a política até ao limite da força, para impedir mais tumultos. Há um país que roça o limite da inviabilidade, que luta pela sobrevivência, agarrado ainda à ideia de que tem riqueza suficiente para se sustentar sozinho. E há um rastilho de pólvora que arde, em Moçambique. Parecido, muito parecido com o que muitos estão desejosos de acender em Portugal.

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Terminaram as férias. Num dia sem tempo contado, alternado entre a chuva e o sol, entre a praia e o descanso, com a calma e a descontracção a comandarem. Houve o sol, a brisa, o mar, mas também o rio, a paisagem, a liberdade, e, sobretudo, a partilha. Amanhã, como que se regressa à realidade, mas hoje ainda é hoje. Há todo o tempo do mundo para beber um «moca», ou um batido de fruta, saborear uma esplanada, sentir o iodo e olhar a paisagem urbana quieta, numa noite temperada.

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Há alturas em que precisamos de fazer limpezas, reciclar o que já não usamos, dar, renovar, ou mesmo deitar fora. Esta foi a primeira parte de várias partes, na tentativa de colocar alguma ordem no que foi sendo acumulado em vários anos. Jornais, revistas, livros, discos, objectos vários vão sendo, a pouco e pouco, colocados nos sítios. O espaço parece pouco para tanta coisa, mas lá vai dando organização a tanta «tralha». A segunda parte seguirá dentro de momentos

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Fazer música não é propriamente trabalho, mas, neste caso, também não são férias. Durante estes quinze dias de supostas férias, prossegue o trabalho no IV Curso Nacional de Música Sacra, a decorrer em Fátima. Desde 2008 que várias dezenas de músicos de todo o país se encontram, periodicamente, para reflectirem, praticarem e trocarem experiências, tendo como pano de fundo o ideal de procurar a melhor música. Este ano, para além de um concerto, no próximo dia 26, há um «masterclass» de canto gregoriano, pelo conceituado Professor Johannes Göschel. É por aqui que vou estar, dando notícias, entretanto, se se justificar. Afinal, estas são as minhas férias. Ah, já agora… boas férias.

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Vinicius de Moraes é poeta, também (e sobretudo) pelo facto de conseguir dizer muita coisa em poucas palavras. É essa, também, a sabedoria dos poetas. Com as suas palavras, Carlos Lyra fez música, e Miúcha (entre muitos outros intérpretes da «MPB») deu a voz. Estes são dias para lembrar. Se você quer ser minha namorada…

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Minha Namorada
(Vinicius de Moraes)

Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo
Ficou lindo de morrer
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi
Uma cartinhazinha de você

Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque

E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois

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A «sexta-feira 13» é sempre associada ao azar, às bruxas, aos vampiros e a várias superstições. Mas nada disso supera o facto de hoje ser o último dia de trabalho antes das ansiadas férias. Normalmente, neste dia, aceleramos o que falta terminar, «atiramos» para depois das férias o que falta fazer, «esbarramos» também com as férias dos nossos colegas ou das pessoas com quem temos de trabalhar. Seja de azar ou não, o dia de hoje é o último antes das férias, pensadas para aproveitar o tempo para trabalhar.

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Há 28 anos que o Festival Internacional de Folclore se assume como um ponto alto na cultura arouquense. Procurando manter a qualidade e sempre alguma novidade, Agosto é sempre sinónimo de colorido e sonoridades diferentes, pelas ruas de Arouca. Este ano, a RTP, através do noticiário regional «Portugal em Directo», quis dar a conhecer um pouco deste evento, e deslocou-se a Arouca para o poder mostrar, ainda no arranque. Houve tempo para conhecer os grupos da Turquia (Koç Üniversitesi Folklore Club) e da Índia (Índia Portugal Friendship Association), que, com o Conjunto Etnográfico de Moldes a mais alguns representantes do melhor folclore português, fazem com que este festival continue a ser um marco importante na nossa, 28 anos depois. Pelo empenho e pelo zelo que o Conjunto Etnográfico de Moldes coloca em tudo o que faz, esta «janela de oportunidade» é mais do que merecida.

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Ele foi uma espécie de autarca modelo socialista, que muito fez pelo progresso de Matosinhos. Daí a Ministro foi um passo. Seguiu-se a dissidência, uma candidatura repetida à Câmara de Matosinhos como independente, e, agora, a expulsão do PS, como consequência disso mesmo. Um partido que foi tão crítico quando o PSD, sob a liderança de Marques Mendes, procedeu exactamente da mesma forma, e usa agora a figura da expulsão para punir todos os militantes que concorreram contra as listas do seu próprio partido. Depois de tanta crítica e tanto falatório sobre o tema, durante a campanha para as últimas eleições, e até mesmo durante o último congresso do PSD, dá vontade de dizer que «quem tem telhados de vidro»…

«De acordo com os estatutos do PS, a pena de expulsão é a sanção disciplinar máxima, que só pode ser aplicada “por falta grave”. Uma das situações previstas é “a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do partido, inclusive nos actos eleitorais em que o PS não se faça representar”».

(in jornal «Público»)

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Lê-se no jornal «Público» de hoje que um grupo de cidadãos está a organizar-se no «Facebook» para se manifestar a favor da abolição dos semáforos na EN 223, entre São João da Madeira e Santa Maria da Feira. Como sempre, há os «prós e contras». Os automobilistas e peões fartam-se de esperar pelo ansiado verde, que nunca pode ser para as duas partes ao mesmo tempo. Feitas as contas «a olho», deverão ser bastante mais os automobilistas a impacientarem-se do que os peões, mas na terra de cada um manda cada um. Agora, que dava jeito que, naquela via, se circulasse melhor, lá isso dava. Onde é que se assina?

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