17 de Abril de 2010 – O Papa

Bento XVI terá sempre o estigma de ter sucedido a João Paulo II. Como se não bastasse, junte-se a perfeita inabilidade comunicacional da maioria dos altos responsáveis do Vaticano e, mais ainda, o(s) recente(s) escândalo(s) dos abusos sexuais, que quase se assemelham a uma praga contaminadora. A aura de grande pensador, de teólogo respeitado, de músico interessado caem por terra, sobretudo com a forma como o Vaticano comunica. A palavra do Papa é clara, profunda e assertiva, mas muito pouco eficaz. O que, quando se trata de uma entidade que deve primar pela clareza e efectividade da comunicação, é fundamental. Mas o receptor da mensagem não está a conseguir recebê-la com clareza e em canal «limpo». E isto, para um papa tímido e com fama de «antipático», é (quase) fatal.

1 thought on “17 de Abril de 2010 – O Papa

  1. Não basta conhecer o Papa através daquilo (muitas vezes distorcido e descontextualizado) que sai na comunicação social. Para se falar do Papa sem preconceitos e sem demagogia, será preciso conhecer bem a sua doutrina, o seu pensamento, os seus numerosos escritos. Aí, sim, se poderá encontrar a verdadeira e profunda estatura moral e intelectual, deste grande pensador e um dos maiores teólogos da actualidade. O resto que se vai escrevendo por aí fora, sobretudo em determinada comunicação social, não passa de poeira que o vento depressa leva, sem deixar qualquer rasto.

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