6 de Fevereiro de 2010 – O plano para controlar a comunicação social

Está na moda o julgamento na praça pública quando a Justiça falha, o que prova, mais uma vez, o redondo falhanço do sistema judicial português. Desta vez, surge a novidade de que, no decurso do processo «Face Oculta», houve fortes indícios da existência de um plano para interferir (decisivamente) na comunicação social, nomeadamente afastando jornalistas incómodos. A notícia está no semanário «Sol» de ontem, e é absolutamente aparvalhante. Como é possível que o senhor Procurador-Geral da República continue a dar cobertura a esta gente? Como é possível continuar-se, impunemente, a passear arrogâncias e «novos-riquismos de poder», quando, umas a seguir às outras, as evidências nos apontam para um tremendo equívoco? Terá sido mesmo a pensar nisto que os portugueses confiaram no actual Primeiro-Ministro? Ou será que, agora, ninguém assume ter votado nele?

«[Existem] fortes indícios da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social visando o afastamento de jornalistas incómodos e o controlo dos meios de comunicação social. [Um plano que se] concretizaria através de uma rede instalada nas grandes empresas e no sistema bancário, [recorrendo mesmo] a prestação de informações falsas às autoridades de supervisão».
(Marques Vidal, Procurador do Ministério Público)

«O conteúdo [das escutas] em que interveio o primeiro-ministro, não revela qualquer facto, circunstância, conhecimento ou referência, susceptíveis de ser entendidos ou interceptados como indício ou sequer como sugestão de algum comportamento com valor para ser ponderado em dimensão de ilícito penal».
(Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República)

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