24 de Outubro de 2009 – «Sansão e Dalila», em Portimão

saint-saens«Sansão e Dalila» é uma ópera romântica por natureza. Não tanto pela altura em que foi escrita, mas mais pela temática, e, sobretudo, pela forma como a música se coloca ao serviço da palavra e da temática do amor, da traição, da superação. Praticamente toda a ópera contém melodias lindíssimas, que nos inundam, no bom sentido, o ouvido e nos despertam os restantes sentidos. As duas semanas de trabalho com a Orquestra do Norte por terras algarvias não poderiam ter terminado de melhor forma. Durante este tempo fui, verdadeiramente, um privilegiado, por ter podido contribuir, modestamente, para que se pudesse fazer esta música.

Saint-Saens

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Escrita em três actos por Camille Saint-Säens, com libreto de Ferdinand Lemaire, estreou em 1877. Inspirada no tema bíblico, a grande obra operática do compositor francês passa-se em Gaza, na era pré-cristã, e relata o sofrimento do povo hebreu, sob o jugo dos filisteus. Liderados por Sansão, conseguem a liberdade, que é, afinal, de curta duração. Dalila, antiga amante de Sansão, descobre o poder da sua força, e acaba por capturá-lo, para gáudio do povo filisteu. Sozinho e humilhado perante os cúmplices de Dalila, Sansão pede perdão ao seu Deus, e uma última réstia de força. Atendido nas suas preces, acaba por destruir todos quantos foliavam no templo às custas da sua dorr. É a história de um homem com uma força física única, que foi fraco demais perante a força esmagadora do amor.

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