24 de Junho de 2014 – Estou há demasiado tempo

ausenciaEstou há demasiado tempo sem escrever. Estou há demasiado tempo a sentir que tenho pouco tempo, que não tenho tempo, de todo, para fazer uma coisa que quase sinto que devo. Quase como se me estivesse a tornar de pedra. E assim, decidi que não vou esperar para fazer a viagem de trás para a frente. Marco, agora, o dia. Voltarei ao que passou mais tarde. Tinha urgência em voltar. Mesmo que haja dias em que não apetece dizer nada, ou dizer muita coisa que não interessa ouvir, ou apenas falar sozinho, ou juntar todos os palavrões e insultos e mandá-los contra um muro. Estou há demasiado tempo. Agora, tento reatar a ligação invisível. Até ver…

1 thought on “24 de Junho de 2014 – Estou há demasiado tempo

  1. Meu caro, apetece-me comentar-te assim:
    Um sábio mestre agarrou num pote de barro e chamou o seu discípulo. Colocou algumas pedras muito grandes dentro do pote e perguntou-lhe: “O pote está cheio? E o discípulo respondeu: “Sim”!
    O mestre agarrou num saco cheio de pedrinhas pequenas e as despejou dentro do pote, e tornou a perguntar ao seu discípulo: “E agora, o pote está cheio?” E ele respondeu: “Sim, mestre. Desta vez o pote está totalmente cheio”.
    O sábio, então, agarrou numa lata de areia e a derramou dentro do pote. A areia preencheu os espaços entre as pedras grandes e as pedrinhas pequenas. Num impulso, o discípulo se adiantou: “Pronto! Agora acabou, mestre. Não é possível colocar mais nada dentro desse pote”.
    O mestre respondeu-lhe com um sorriso e virou uma jarra d’água dentro do pote, que, encharcando a areia, desapareceu.
    Depois disso, o sábio agarrou noutro pote de barro e pediu que o discípulo repetisse a experiência, mas na ordem inversa. No momento de colocar as pedras grandes, estas não couberam no vaso, pois parte dele já havia sido preenchida por coisas menores.
    Diante disso, o mestre concluiu a lição: “O pote de barro é a nossa vida; a nossa disponibilidade de tempo é o que cabia no pote. As pedras grandes são as coisas realmente importantes da vida: o seu crescimento pessoal e espiritual e seu relacionamento com a família e amigos. Se você der prioridade a isso e se mantiver aberto para o novo, o restante se ajustará por si: os seus afazeres diários, bens e direitos materiais, lazer e todas as restantes atividades menores que completam a vida. No entanto, se você preencher sua vida com coisas pequenas, as coisas realmente importantes nunca terão espaço suficiente”.

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