8 de Dezembro de 2013 – Por entre livros

Gabriela, Cravo e CanelaAdquiri, recentemente, um livro de leitura obrigatória. Chama-se «História Política do Diabo», escrito por Daniel Defoe, em 1726. As páginas que já li merecem que volte a ele mais tarde, depois de uma leitura mais profunda. Passei, entretanto, pelo «Homem de Constantinopla» e por outras leituras. Há Mandela e Dan Brown para serem lidos. Talvez Hemingway, quem sabe. Mas é «Gabriela, Cravo e Canela», de Jorge Amado, que mais se impõe. É que não é apenas a história da mulata, nem tão pouco as comparações entre o livro e as imagens da televisão. É a forma como Jorge Amado consegue tecer, entrançar as histórias, de modo a que não sejam apenas histórias, ou apenas uma história, mas como que histórias dentro de histórias, em que as personagens são mais do que personagens ou classes. E de como a simples Gabriela, sem grande artefacto, sem nada, consegue interrogar-nos sobre as complicações que se criam, ou que nós próprios criamos. Apenas para sermos uns com os outros.

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