25 de Março de 2012 – Contigo, sem ti

Miúda;

Não te pergunto como tens andado, porque temos falado bastante. Sabes bem que, se não fosses tu, não estava a conseguir desenvencilhar-me destas coisas todas que me entram pela vida dentro, a pedir música, música e mais música. Como tu. Houve tempos, bem sabes, em que parecia que as coisas não iam acontecer. Que parecia que o sonho era demasiado sonho. Que parecia que tudo ia ficar pelo caminho. Mas, de repente, olhamos para trás, e as coisas tinham acontecido. E o sonho era realidade, mais realidade do que poderíamos sonhar. E o caminho tinha sido percorrido, e havia mais caminho ainda. Disse-o, e acredito-o com cada bocadinho de mim, que, se não fosses tu, nada disto teria acontecido. É duro, por vezes, estar sem ti. Sem poder ouvir-te no imediato a soltar uma gargalhada, que resolve tudo. Mas é um desafio saber esperar, ter a paciência de nos deixarmos invadir pelo silêncio, para, daí, surgir a gargalhada. E tudo ficar resolvido. Estar contigo, sem ti, não é tão fácil assim. É um desafio. O desafio que tu foste para a vida. Não te recordo com qualquer tristeza. Não te conheço a tristeza. Recordo-te com a tua força, com a tua persistência, com a tua perseverança, com a tua determinação. E recordo-te com o teu imenso poder de marcares quem te abrisse o coração. Obrigado por olhares por mim, por me empurrares para a frente. Sei bem, sabes bem que, sem ti, não estaria aqui. Miúda; como sabes, o tempo não pára. E agora, vou ter de ir, porque há coisas a fazer. Contigo, também. Anda daí.

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