31 de Janeiro de 2012 – O que eu escrevi a 31 de Janeiro de 2007

Deixa-me relembrar o teu sorriso

De olhos fechados, volto a ouvir o marulhar ao longe. Um movimento perpétuo. Um vai e vem de espuma, que me traz de novo à memória o teu sorriso. Deixa-me relembrar o teu sorriso. Cada segundo do movimento dos teus lábios a rasgarem o teu rosto com as cores do teu sorriso. Como o barulho que vai da onda à espuma. Como se estivesse do lado de dentro do mar. E olho-te, eternamente, infinitamente, como da primeira vez. Vejo-te de novo. Escuto de novo a tua voz quente, como da primeira vez. Volto a ver-te, de olhos fechados. E sempre o teu sorriso. O teu olhar de menina, enquanto a tua mão volta a ficar com a palma encostada ao meu rosto. Eu continuo aqui, a olhar o mar, ao longe. Vou sorrindo, cada vez que voltas, guardando cada momento desses nesta arca do tesouro que guardo aqui. Tenho ali a lua, um resto de terra, que acaba ali em baixo, onde a espuma vai e vem, com a duração do teu sorriso, o mar a toda a volta, como som de um respirar. De olhos fechados, volto a ouvir o marulhar ao longe. Um movimento perpétuo. Um vai e vem de espuma, que me traz de novo à memória o teu sorriso. Como se estivesse do lado de dentro do mar. O teu sorriso. Deixa-me relembrar o teu sorriso…

1 thought on “31 de Janeiro de 2012 – O que eu escrevi a 31 de Janeiro de 2007

  1. “Os ventos que às vezes levam algo que amamos são os mesmos ventos que nos trazem algo que aprendemos a amar. Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi tirado, e sim aprender a amar o que nos foi dado, pois tudo que é realmente nosso o vento nunca irá levar.”

    Bob Marley

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