28 de Junho de 2011 – A ténue diferença entre o estar e o não estar mais

Nos dias em que se hesitava entre a vida e a morte de Angélico Vieira, perguntava José Alberto Carvalho a uma neurologista presente em estúdio, para falar sobre o conceito de morte cerebral, se se expressava correctamente quando dizia que a morte cerebral é uma linha ténue entre a morte e a vida. Surpreendentemente, a resposta não podia ser mais clara, concisa e verdadeira. A linha que separa a vida da morte é ténue. A um determinado quilómetro da estrada, ou algo se mete ao caminho, ou o caminho escolhido é outro, ou outra coisa qualquer. E deixa-se de estar, para não se estar mais. É, no fundo, por esta linha contínua, que depois passa a descontínua, e que depois deixa de existir, que nos vamos guiando.

1 thought on “28 de Junho de 2011 – A ténue diferença entre o estar e o não estar mais

  1. Caro Ivo
    Não são necessárias “doutas opiniões” para perceber a linha de fronteira, e para perceber que é mais uma etapa a ultrapassar e da qual nenhum ser vivo está excluído – Nisso, somos todos, democráticamente …iguais. Nessa Lista estamos todos.
    Precisamos, talvez, de mais contenção, menos ostentação, mais equidade, justiça e paz. Com isso o mundo fica melhor.
    jtoscano

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