16 de Março de 2010 – A necessidade de regressar ao canto gregoriano

Os portugueses gostam de dizer que os descobrimentos foram o primeiro sinal de globalização. É provável que assim seja, se virmos a coisa de determinada perspectiva. Mas, se a perspectiva for outra, o canto gregoriano terá sido também uma das primeiras (senão a primeira) manifestação verdadeiramente globalizante. Para além da «performance», o canto gregoriano é oração, mas foi também a via privilegiada para o ensino da música. Para além disto, ficaram-nos exemplares belíssimos de antifonários, ricamente iluminados (a iluminura era uma das artes que distinguia os copistas). Alguns dos mais significativos exemplares estão guardados no Mosteiro de Arouca, o que nos deve fazer sentir ainda mais orgulhosos, e, acima de tudo, com ainda mais vontade de entender melhor esta forma musical, por vezes tão desprezada e mal compreendida.

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